Pai. O meu

O meu pai pegou-me ao colo pela primeira vez tinha eu quase 4 meses ... o nosso ritmo de mimos e brincadeiras sempre foi interrompido por estadias no mar de 3,4,5,6 meses. O nosso amor e cumplicidade nunca.

Hoje, mais uma vez não estaremos juntos para beijos e afagos (físicos). Estará connosco a lembrança, a ternura, alguma melancolia, de mais uma data que comemoraremos noutra ocasião ...
Eu tenho o melhor pai do mundo. De uma entrega e dedicação á família e aos seus sem limites nem precedentes. Eu tenho o melhor pai do mundo. Divide o título com o pai dos meus filhos. Ora entre bacalhaus ora entre espadartes vamos construindo pontes de amor, tecendo diálogos de saudade, aprendendo a sentir á distância.
Distância física, que medimos entre quilómetros e milhas, mas que nos mantém sempre juntos no amor que sentimos uns pelos outros.
A par das redes e iscos que o mar vai devolvendo com os seus habitantes piscícolas, vamos permanentemente alimentando as redes que nos entrelaçam num permanente abraço.
Porque no amor filio-paternal é assim: não há limites nem fronteiras que nos permitam impedir o amor de crescer a cada dia.
Amo-te pai.


Pintura de Júlio Pires

Comentários

  1. Feliz Dia do Pai, com todas as recordações felizes do que passaram:)*

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  2. Também não passo o dia com o meu, apesar de não estar tão longe. O que importa é o lugar que ocupam no nosso coração e sim, são de factos eles, os nossos principais objectos internos.

    Beijinhos grandes

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  3. O teu texto é uma inspiração!
    Parabéns.
    :)

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  4. Escreves mesmo bem!
    Olha, o meu pai e o pai cá de casa também podem dividir o título?
    Beijos mil

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