quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Be like Dannish! Be happy

Conhecia o conceito (muito genericamente). aplicamo-o em muitas coisas (de forma inconsciente e guiados apenas pelas nossas necessidades como pessoas e família). na nossa casa privilegiamos as velas, as mantas, as almofadas, os materiais naturais e o natural aconchego e sensação de ninho.fazemos o nosso pão, não raras vezes as nossas bolachas, os nossos iogurtes e priveligiamos o consumo de produtos locais e da época. um dos nossos objectivos/desejos era passar a ter uma lareira em casa (em casa arrendada não é tão fácil assim concretizar ...). um bom programa envolve uma bebida quente, um bom livro, mantas e uma excelente conversa ... no fundo, tentamos viver o aconchego do lar e das coisas simples que podemos ter na [nossa]vida.

Depois de ler a entrevista da Visão sobre o Hygge (aqui), não resisti e fui buscar um livro para mim. para nós. 

Estou a amar o livro: o equilíbrio entre as cores, as dimensões, as ilustrações e fotografias, o desconcerto das frases e atitudes simples e descontraídas plenas de verdade e significado ... este livro ficará num lugar muito especial da nossa casa e das nossas memórias: no espaço precioso das coisas verdadeiramente importantes de relembrar, nutrir e acalentar. Que nunca nos falte o Hygge. que, quando, finalmente, voltarmos a ter um espaço nosso, que chamemos verdadeiramente de lar, ele seja reflexo do que somos e sentimos. Que seja Hyggelig!

Como diz no livro, relembrando as sábias palavras de Winnie the Pooh: "não é para soletrar, é para sentir" (pag. 6)



terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Hora de voltar

Esta é a hora de voltar. assim o sinto. 
Esta é a hora de partilhar novamente os prazeres simples de uma família ao mesmo tempo normal e atípica que é a melhor do [meu] mundo ... porque é a minha.
Deitada no sofá a (re)descobrir, pelo olhar do meu tesouro mais novo, o encantamento de ver o Titanic pela primeira vez com olhos e coração de gente grande (ao ponto de pedir à irmã que parasse de ser spoiler);
Deleitada a olhar o mar no primeiro dia do ano e a inspirar o cheiro a maresia e as pinceladas de água a dançar ao vento enquanto fazia promessas em silêncio de, neste novo ano, não me esquecer de mim e aproveitar os pequenos prazeres simples e verdadeiros da vida;
Enroscada numa manta a olhar a lareira a crepitar e com o calor de um bom livro nas mãos, enquanto o vento rugia lá fora;
Enquanto a vida se foi desdobrando em pequenos nadas com tanto sentido ...
E hoje que todas as rotinas voltaram num embate ao mesmo tempo angustiante e retemperador...

...senti uma saudade imensa deste meu canto e das minhas pessoas deste bairro virtual

Que dois mil e dezassete seja o que dele quisermos fazer. e que nunca no falte o amor e a teia de laços e abraços que nos protege e dá sentido e cor às nossas vidas.
Bem vindo novo ano. Que venhas por bem, que eu quero-te bem.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Ver o mundo. Sair de si. Ler mais do que uma única e a mesma página




"O mundo é um livro e quem fica sentado em casa lê somente uma página"
Agostinho de Hipona, século IV



Não abdiques de ler o mundo e de virar a página para aprender mais e melhor

[fote da imagem: weheartit.com]

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A minha história. a minha verdade. a minha tatuagem inscrita na alma


A minha história. a minha verdade. a minha tatuagem inscrita na alma

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

E é isto. É tão isto...




Gestos simples. Palavras certas. Silêncios acertados e concertados.
A grandiosidade nas pequenas coisas. A resposta que se dá a cada dia. A vontade de continuar...
Eu não sou xoninhas ...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

E depois há o dia em que dizes: a mudança começa hoje!

"Estranho, não é?

Estás com medo? Não fiques triste. É normal teres medo

E acostumamo-nos a ele, como se fosse da casa, e ainda o aconchegamos de noite, embalando-o com quase amor. Aceitamos o medo e vivemos com ele, dentro dele, porque quem não tem medo é imortal. E ninguém é imortal. E esse medo que nos paralisa é o mesmo que nos faz andar. Estranho, não é? Se não fosse o medo que engolimos diariamente, não manteríamos o emprego que detestamos, o casamento que nos sufoca. É o medo que nos mantém a andar, todos os dias, nas mesmas ruas de sempre, e é esse mesmo medo que nos estagna por nos obrigar a passear por elas. Estamos parados porque mantemos a ilusão de que continuamos a caminhar.
Escrevo-vos este texto enquanto danço uma valsa agarradinha ao medo. Luto para não o manter hóspede da casa, para me livrar da besta, mas expulsá-lo não é tarefa fácil. Ele sente-se parte da casa. Danço envolvida nele e tento que não me escolha como par fixo. Queria não depender mais desta dança.
Deixar de ter medo é o desafio maior da minha vida. Sempre que me sinto mais corajosa, o medo aparece, alarmando-me com os seus sintomas. Diz-me que falharei, faz-me duvidar do que já consegui, convence-me a estagnar. As mãos suam, as lágrimas caem sem razão, o apetite desaparece. E hoje estou cheia de medo porque estou a realizar os meus sonhos. Estranho, não é? Quero sair da rua, apanhar outra, mas o medo quer que continue na mesma. O medo diz-nos que não somos capazes, e os outros, os outros que também têm medo, dizem--nos isso também. Dizem-nos que, se tentarmos, perdemos a nossa estabilidade (quando os nossos estados de alma são tão instáveis), falam-nos nas responsabilidades, nos compromissos que assumimos (quando estamos tão descomprometidos com a nossa essência), e enfiam, nos seus discursos aparentemente seguros mas que não são mais do que discursos de medo, a palavra “dinheiro” em todos os espaços que conseguirem.
“Estás com medo? Não fiques triste. É normal teres medo.”
A música ainda se ouve e a dança continua, mas enquanto escrevo desembaraço-me, aos poucos, do abraço do medo. Sinto-me um pouco mais livre, apesar de ainda não ser o suficiente para me sentir completamente infalível. O medo está sempre presente. Mas não tem de estar. Não acho que tenha de ser normal, que tenha de ser obrigatório. Porque não pode ser comum sentirmo-nos com coragem, com convicção? Porque nos dizem que a vida é feita para ser temida, que os sonhos são para ser hobbies, que as coisas são como são e que nada mais podemos fazer do que caminhar nas ruas de sempre?
“Estás com medo? Livra-te disso. Não precisas de ter medo. Tu és o que quiseres ser.”
Enquanto vos escrevo começo a convencer-me de que é possível, que o medo é desculpa, que a nossa vontade é maior, que o mundo não foi feito para nos tramar. Começo a dançar sozinha porque sozinha nasci e vejo o medo ali, no canto da sala, à procura de par. Porque ainda há quem acredite que é normal dançar com o medo e não é normal dançar sozinha.
Acabo este texto comprometendo-me a livrar-me desta relação destrutiva. Afinal, hoje acordei numa rua desconhecida e não pretendo temê-la. Vou explorá-la com confiança, como se sempre tivesse pertencido aqui.
Escrevo-vos este texto enquanto estou no Brasil, debaixo de um sol abrasador, debaixo de uma vontade abrasadora. Vim falar a este país de “Cancro com Humor”. E eles não fazem a mínima ideia de quem sou, nunca ouviram o meu nome e não sei se gostarão deste insano projeto. Vou dizer-lhes o que faço, vou mostrar-lhes o que faço, falando-lhes ao coração, com verdade e humor, porque acredito que os sobreviventes e os doentes têm uma palavra a dizer sobre a vida que lhes foi imposta pela doença. E que podem escolher não sobreviver a uma vida imposta, mas sim viver, com escolhas próprias, uma vida que pode ser absolutamente inspiradora. Despeço-me de vocês e vou lá provar-lhes... nada. Não vim aqui provar nada a ninguém. Vim aqui apenas mudar de nome: quero tanto chamar-me Marine Sem Medo."


nota_ destaques meus

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Partilho, porque subscrevo na íntegra. Que País é este? ...


Não tenho opinião formada sobre o afamado caso Bárbara vs Carrilho. Mesmo que tivesse, penso que seria irrelevante a sua partilha pública.

Mas o que aconteceu na audiência em que o pequeno Dinis foi ouvido não me pode merecer indiferença. Mais do que descrever a situação, e porque já o fez de forma magistral, deixo o link para lerem a crónica da Isabel Stilwell. Podem aceder aqui.


Tenho uma filha de 12 anos. Consigo colocar-me muito facilmente no papel do educador que a prepara para uma situação similar. Educo-a para acreditar na Justiça ... e depois acontecem situações como este brutal atentado aos direitos e salvaguarda desta criança (independentemente de quem são os seus progenitores)? E não há consequências?
Que País é este, onde o valor da suposta notícia não encontra limites nem fronteiras nem ética nem moral ... que país pequenino é este? ...