Há pessoas que se entranham na estória da gente

Gosto do lado bom da blogosfera. gosto da partilha. gosto da aprendizagem. de uma receita. de uma proposta de DIY. de um valor. uma gargalhada. uma lágrima no canto do olho. de uma lágrima que rasga o coração com a intensidade do embate. gosto, acima de tudo, da verdade do lado de lá do ecrã. da gostabilidade (será que esta palavra existe) da personalidade de quem gasta do seu tempo para partilhar de si nesta plataforma. porque sim. gosto de sorrir e de chorar também com quem leio. Sim, sou uma lamechas, melodramática, atirada ao melancólico, que vê a vida muitas vezes pelo copo meio vazio e não pelo líquido que até já lá está. e preciso destes recados de quem me conduz a apreciar cada vez mais a simplicidade perfeita dos pequenos momentos.

[o mimo de Domingo: tarte fresca de morangos da quinta, com creme mascarpone e limão e sementes de papoila. by mãeee]

Ao dark side da blogosfera não dedico tempo de antena. não hoje. não digo não nunca, porque essa palavra na vida real tem pouco sentido. incomoda-me, que sim. incomoda-me a malidicência, o diz que diz, os recados camuflados. já me transtornou mais. mas é um reflexo da sociedade e dessa crise assustadora de valores e princípios que vivemos a par com a assustadora crise económica.


Isto para dizer que há pessoas que se entranham na gente. pessoas que não conhecemos, que nunca ouvimos a voz, mas de quem sentimos saudades quando se ausentam por muito tempo, com quem rimos e choramos. por quem nutrimos um carinho imenso. Pessoas como esta menina e o seu erva cidreira, ou esta menina que nos partilha o seu Jardim de Algodão Doce. E esta menina? Obrigada. Muito obrigada por fazerem parte da minha estória, mesmo sem saberem

Comentários

  1. Querida mãeee, hoje quando abri esta página (como habitualmente) e me deparei com esta imagem deliciosa dos morangos pensei: "tenho de comentar esta maravilha!" Para logo a seguir perceber que o o próprio texto me reservava um mimo destes! Muito obrigada pela simpatia generosa. *

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    1. Raquel, eu é que agradeço. És uma fonte de inspiração e adoro a tua criatividade e o carinho com que vais polvilhando a casa e a mesa de gestos de amor.

      Beijo grande

      P.s. Queres salicórnia? envia-me email. Acho que vais gostar :)

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  2. Ohhhhhhhh, que mimo tão bom. Eu fico contente por fazer parte da tua estória de uma forma positiva. Isso deixa-me feliz. Obrigada pelas palavras tão gentis. Um beijo grande.

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    1. Se há pessoa que merece ser mimada e acarinhada nesta fase és tu querida JAD. Sei de experiência que a reta final da terceira gradidez é altura de serenidade, alegria, mas também de reformulação e introspecção por uma rotina de vida que está prestes a alterar-se para a vida. Com amor.
      E sim, fazes parte da minha estória com uma marca muito positiva. Ajudas-me à distância só por estares aí e te partilhares da forma terna como fazes.
      Beijinho doce

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  3. Não faço parte desse grupo de pessoas mas partilho das tuas palavras ;)

    (gostava de saber, e conseguir, dizer as coisas assim, de uma forma bonita. Mas já sabes como é, por aqui poupa-se muito nas palavras... É mais forte do que eu!! hehehe)

    bjs

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    1. Maria, o teu comentário antecipou-se ao meu próximo post, porque este texto, com este título nunca poderia ser para ti: tu já estavas entranhada na minha estória de vida antes da virtualidade das partilhas blogsférias. Contigo a história e a estória andam de mãos dadas entre o real e o virtual há tanto tempo amiga...
      Sim, és poupadinha nas palavras, mas não nos sentimentos, nem na garra, nem na entrega. E sobretudo, nunca forreta na amizade :)
      Beijo doce

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