A vida corre. o mundo segue. o sol [vai] brilha[ndo] ...

De dia 11.03 até hoje muita água correu sobre a ponte da minha vida. a vontade de vir aqui e escrever tudo o que tem sido vertido para um dos mimos que a minha amiga primaveril tão sabiamente enviou é muita. mas o tempo corre vorazmente. sempre o tempo. a falta dele. a vida continuou a correr com a partida da minha avó. teve de continuar. como ela queria. com o sorriso na cara ao falar dela e com ela, escondendo o desalento e as lágrimas ao recanto das noites e dos momentos solitários. preparar a cerimónia que queria conseguir de homenagem e júbiloo ocupou-me a mente. ocupou-me as horas. ocupou-me o vazio que o coração remendado de [mais] um buraco tão grande insistia em mostrar e impor-se. pesado.
A minha grande avó partiu em paz. nós ficamos responsáveis pelo seu legado e pelos seus ensinamentos. hoje alguém que nos conheceu às duas diz que se vê muito da minha avó em mim e que ainda bem que, passado tão pouco tempo, pelo calendário das horas e dos dias, podemos falar dela com tanto carinho e ternura, mantendo-a presente. guardei estas palavras no meu coração. para ir digerindo o que me foi incumbido...
O primeiro dia de regresso à rotina normal dos dias, logo no dia 13 foi difícil, não vou negar. Agarrei-me às tarefas e aos procedimentos como tábua de salvação para suportar a passagem do dia. a noite cumpriu o seu propósito de me permitir entristecer sem mágoa. sozinha. à meia noite foi hora de sorrir a quem me deu os parabéns e assim foi ao longo do dia 14. dia 14.03 é dia de ser peixe que celebra o seu nascimento. mais uma volta da vida se concluiu e novo percurso se iniciou. fui mimada e confortada e foi no íntimo do meu coração a cinco corpos que vivi o dia de mais um aniversário.
Tenho muito a agradecer. muitas pessoas a quem estar grata. e tenho o desafio de me manter à tona com mais este golpe. não nos iludamos: com a maior e aparente serenidade se escondem tempestades sob a superfície do nosso quotidiano. estou a aprender a viver sem o teu abraço quente avó. sem o teu canto e o teu humor. estou a aprender... tem a paciência de sempre comigo por favor.
com amor eu chegarei lá...

Comentários

  1. Infelizmente sei bem do que falas e deixo-te um xi bem carregadinho de força para ajudar a seguir em frente
    Beijinho

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