Sou náufraga de mim própria, mas quero ser a tábua de alguém...

Vejo-me como o náufrago de um barco que se afunda. Alguém que está a ponto de afogar-se mas há uma tábua a que se agarra. É a tábua dos princípios. Tudo o resto pode desmoronar-se, mas agarrado a ela, o náufrago chegará a uma praia. E depois, com essa tábua poderá construir outro barco, evitando cometer os erros de antes. Com esse barco tentará chegar a outro porto.

“José Saramago: ‘La honestidad no está de moda”, La Nación, Buenos Aires, 11 de Maio de 2003

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